Sob um céu azul com nuvens esparsas e brilhantes foi realizado o quinto festival de praia de Jaci-Paraná distrito de Porto Velho, localizado a 90 Km desta capital. As águas do Rio Jaci, um dos afluentes do Rio Madeira, combinando com a arreia branca das margens, ofereceu o local ideal para descansar e aproveitar o feriadão, que neste final de semana contou com a participação de mais de cinco mil banhistas.
O Núcleo de Educação Ambiental - NEA da superintendência do Ibama-RO se fez presente orientado os banhistas e distribuindo material informativo, sacos de lixo etc. sendo parceiro do Batalhão de Polícia Ambiental e da campanha “Verão Limpo” organizada pelo Corpo de Bombeiros e outras entidades locais.
O Ibama participa ativamente nos vários festivais que ocorrem no estado a mais de cinco anos, sempre sendo parceiro das diversas secretarias estaduais e municipais e fazendo a sua parte em prol do meio ambiente.(Ibama/RO)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
MMA promove quatro seminários sobre mudanças climáticas até o final do ano
O Ministério do Meio Ambiente promove, até dezembro, uma série de seminários sobre mudancas climáticas, transmitidos ao vivo para todo o Brasil pela internet.
O próximo evento será no dia 15 de setembro e discutirá vulnerabilidade e impactos, com a participação de técnicos do Ministério. Um fórum de discussão é aberto ao final de cada conferência para esclarecimento de dúvidas e aprofundamento no tema.
Os demais seminários abordarão os temas "Adaptação e Mitigação", dia 6 de outubro, "Instituições Internacionais de Mudanças Climáticas", em 3 de novembro, e "O Brasil e as Mudanças Climáticas - Plano Nacional sobre Mudança do Clima", dia 1º de dezembro.
As inscrições devem ser feitas por e-mail, até as 11 horas do dia do evento. Para a região Sudeste, o contato é carlos.alves@mma.gov.br. Outras informações estão disponíveis em http://ead.mma.gov.br.(MMA)
O próximo evento será no dia 15 de setembro e discutirá vulnerabilidade e impactos, com a participação de técnicos do Ministério. Um fórum de discussão é aberto ao final de cada conferência para esclarecimento de dúvidas e aprofundamento no tema.
Os demais seminários abordarão os temas "Adaptação e Mitigação", dia 6 de outubro, "Instituições Internacionais de Mudanças Climáticas", em 3 de novembro, e "O Brasil e as Mudanças Climáticas - Plano Nacional sobre Mudança do Clima", dia 1º de dezembro.
As inscrições devem ser feitas por e-mail, até as 11 horas do dia do evento. Para a região Sudeste, o contato é carlos.alves@mma.gov.br. Outras informações estão disponíveis em http://ead.mma.gov.br.(MMA)
REDD precisa ser prioridade em Copenhague, diz estudo
Uma iniciativa internacional para estudar a economia dos ecossistemas e da biodiversidade (The Economics of Ecosystems and Biodiversity - TEEB) publicou na última semana novos estudos sobre políticas para ecossistemas como florestas e recifes de corais. O relatório apresenta prioridades para o acordo do clima que deve ser firmado em dezembro em Copenhague.
O estudo levanta três ações prioritárias para o acordo em Copenhague: metas de redução de carbono mais ambiciosas, um acordo sobre Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD) e mais investimentos em infraestrutura ecológica.
Segundo o relatório, um mecanismo de REDD é uma das melhores alternativas para a mitigação dos efeitos do aquecimento global, e pode servir como precedente para a negociação de um sistema de pagamento por serviços ambientais das florestas.
"Florestas tropicais armazenam cerca de 25% do carbono em áreas naturais terrestres. Por essa razão, nós defendemos as propostas de remunerar nações em desenvolvimento para conservação e manejo sustentável das florestas", diz o estudo, em livre tradução.
O relatório sustenta que é crucial uma redução nas emissões de gases de efeito estufa, impedindo que a concentração de CO2 na atmosfera fique acima de 320 partes por milhão (ppm), para evitar as perdas nos recifes de corais. "Redução gradual nas emissões podem nos salvar de mudanças climáticas perigosas, mas não vai parar a perda dos recifes de corais. Nós precisamos de permanente redução do CO2 da atmosfera para que eles sobrevivam", diz.
A outra área prioritária é a infraestrutura ecológica (projetos para restaurar florestas ou bacias, por exemplo). "TEEB recomenda investimento significante no encorajamento do desenvolvimento de infraestrutura ecológica, como uma contribuição para mitigação e adaptação das mudanças climáticas".(Amazônia Org)
O estudo levanta três ações prioritárias para o acordo em Copenhague: metas de redução de carbono mais ambiciosas, um acordo sobre Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD) e mais investimentos em infraestrutura ecológica.
Segundo o relatório, um mecanismo de REDD é uma das melhores alternativas para a mitigação dos efeitos do aquecimento global, e pode servir como precedente para a negociação de um sistema de pagamento por serviços ambientais das florestas.
"Florestas tropicais armazenam cerca de 25% do carbono em áreas naturais terrestres. Por essa razão, nós defendemos as propostas de remunerar nações em desenvolvimento para conservação e manejo sustentável das florestas", diz o estudo, em livre tradução.
O relatório sustenta que é crucial uma redução nas emissões de gases de efeito estufa, impedindo que a concentração de CO2 na atmosfera fique acima de 320 partes por milhão (ppm), para evitar as perdas nos recifes de corais. "Redução gradual nas emissões podem nos salvar de mudanças climáticas perigosas, mas não vai parar a perda dos recifes de corais. Nós precisamos de permanente redução do CO2 da atmosfera para que eles sobrevivam", diz.
A outra área prioritária é a infraestrutura ecológica (projetos para restaurar florestas ou bacias, por exemplo). "TEEB recomenda investimento significante no encorajamento do desenvolvimento de infraestrutura ecológica, como uma contribuição para mitigação e adaptação das mudanças climáticas".(Amazônia Org)
sábado, 5 de setembro de 2009
Incra discute parceria com prefeituras
Para que o assentado veja sua produção chegar ao mercado consumidor, é preciso que o assentamento tenha uma boa infraestrutura. Cabe às prefeituras e ao Instituo de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a abertura e a manutenção de estradas nos assentamentos. Os serviços de saúde, abastecimento de água, tratamento de esgotos e educação são de responsabilidade do estado e do município.
Para discutir soluções a problemas relacionados à infraestrutura nos assentamentos do Estado o superintendente do Incra em Rondônia, Carlino Lima, se reuniu nesta sexta-feira (04) com os prefeitos dos municípios de Presidente Médici, José Ribeiro da Silva e de Seringueiras, Celso Luiz Gardas, acompanhados de vereadores dos municípios e representantes de Sindicatos de Trabalhadores Rurais.
O destaque do encontro foi à discussão em torno da necessidade de aprimorar parceira entre municípios e autarquia. Os prefeitos presentes na reunião demonstraram interesse em firmar parceria não só com o objetivo de executar obras de infraestrutura, como também para aquisição de patrulha mecanizada. O resultado do trabalho em conjunto do Incra com os municípios, visa beneficiar cada vez mais o pequeno agricultor. Ficou definido que o Incra irá disponibilizar um modelo de projeto, para que os técnicos municipais possam se basear na elaboração dos projetos para seus municípios.
Para discutir soluções a problemas relacionados à infraestrutura nos assentamentos do Estado o superintendente do Incra em Rondônia, Carlino Lima, se reuniu nesta sexta-feira (04) com os prefeitos dos municípios de Presidente Médici, José Ribeiro da Silva e de Seringueiras, Celso Luiz Gardas, acompanhados de vereadores dos municípios e representantes de Sindicatos de Trabalhadores Rurais.
O destaque do encontro foi à discussão em torno da necessidade de aprimorar parceira entre municípios e autarquia. Os prefeitos presentes na reunião demonstraram interesse em firmar parceria não só com o objetivo de executar obras de infraestrutura, como também para aquisição de patrulha mecanizada. O resultado do trabalho em conjunto do Incra com os municípios, visa beneficiar cada vez mais o pequeno agricultor. Ficou definido que o Incra irá disponibilizar um modelo de projeto, para que os técnicos municipais possam se basear na elaboração dos projetos para seus municípios.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Terra Legal: dados comprovam que terra está melhor distribuída entre pequenos e médios produtores
Em pouco mais de três meses de implantação e com 1.071.294,69 de hectares cadastrados para a regularização fundiária, os dados relativos ao balanço parcial do Programa Terra Legal comprovam que a terra a ser regularizada está melhor distribuída entre pequenos e médios produtores da Amazônia. “Nossos indicadores do cadastro demonstram que estamos contribuindo para uma melhor estrutura fundiária na Amazônia com o Terra Legal. É natural que nós tivéssemos em torno de 90% dos posseiros ocupando cerca de 50% das terras requeridas para regularização, por se tratarem de imóveis até quatro módulos fiscais. Não é uma surpresa, nós já esperávamos isso pelas características de ocupação da Amazônia”.
A afirmação do coordenador nacional do Terra Legal, economista Carlos Guedes, é baseada em uma fonte estatística internacionalmente reconhecida, denominada Coeficiente de Gini – que é o coeficiente utilizado para medir a concentração de renda, ou de terras, de um País. O economista salienta que “quanto mais próximo de um, maior é a concentração, por consequência, a desigualdade; quanto mais próximo de 0, menos desconcentrado é o atributo, por consequência, menor a desigualdade. Se traçarmos um paralelo do coeficiente atingido nas áreas cadastradas até agora, 0,549, com o coeficiente calculado pelo Incra na região Norte em 2000, de 0,859, podemos afirmar categoricamente que o programa poderá contribuir para uma estrutura fundiária mais justa na Amazônia. Portanto, o resultado é fantástico, se verificarmos que a proposta da regularização fundiária é reconhecer direitos existentes sobre uma estrutura fundiária estabelecida, e o Programa Terra Legal fixa-se na garantia de pequenos e médios posseiros”.
Os números do Programa que apontam para o coeficiente de Gini de 0,549 mostram que 42% dos posseiros que se cadastraram no Programa têm área de até um módulo fiscal e correspondem a 8% da área cadastrada. “Este dado também chama atenção, pois estamos chegando em imóveis na região de transição entre rural e urbano em cidades como Porto Velho, capital de Rondônia, onde se viabilizam atividades com área menor”, salienta Guedes. Um total de 41% dos cadastrados têm área entre um e quatro módulos e concentram 30% das terras, e outros 17% de posseiros têm entre quatro e 15 módulos e detêm 55% da área cadastrada. “O dado que é muito importante para nós é que estamos ganhando a confiança desses produtores médios de que o processo de regularização fundiária está acontecendo”, destaca Guedes.
O estudo prévio que norteia as ações do Terra Legal aponta que existem 436 municípios na Amazônia que têm terras da União e que somam 67,4 milhões de hectares a serem cadastrados e georreferenciados até o ano de 2011. “Não chegamos ainda nem a 10% destes municípios. Então, estamos em um ritmo que é adequado, pois estamos garantindo o funcionamento de mecanismos de segurança do programa, como a divulgação pública dos dados. Esses dados que nós estamos divulgando publicamente – e que são uma demonstração cabal de que o programa é transparente - são apenas do cadastro, que é a primeira etapa do programa”.
Antes da titulação definitiva, as propriedades ainda passarão pelo georreferenciamento (medição da área) e pela vistoria, obrigatória para os imóveis acima de quatro módulos fiscais. “Nesse caso, o objetivo é estender a esses posseiros todos os benefícios previstos para uma propriedade legalizada: produzir e viver com dignidade, acessando as políticas públicas, atuando de forma coerente com a conservação da Amazônia”, explica o coordenador. (MDA)
A afirmação do coordenador nacional do Terra Legal, economista Carlos Guedes, é baseada em uma fonte estatística internacionalmente reconhecida, denominada Coeficiente de Gini – que é o coeficiente utilizado para medir a concentração de renda, ou de terras, de um País. O economista salienta que “quanto mais próximo de um, maior é a concentração, por consequência, a desigualdade; quanto mais próximo de 0, menos desconcentrado é o atributo, por consequência, menor a desigualdade. Se traçarmos um paralelo do coeficiente atingido nas áreas cadastradas até agora, 0,549, com o coeficiente calculado pelo Incra na região Norte em 2000, de 0,859, podemos afirmar categoricamente que o programa poderá contribuir para uma estrutura fundiária mais justa na Amazônia. Portanto, o resultado é fantástico, se verificarmos que a proposta da regularização fundiária é reconhecer direitos existentes sobre uma estrutura fundiária estabelecida, e o Programa Terra Legal fixa-se na garantia de pequenos e médios posseiros”.
Os números do Programa que apontam para o coeficiente de Gini de 0,549 mostram que 42% dos posseiros que se cadastraram no Programa têm área de até um módulo fiscal e correspondem a 8% da área cadastrada. “Este dado também chama atenção, pois estamos chegando em imóveis na região de transição entre rural e urbano em cidades como Porto Velho, capital de Rondônia, onde se viabilizam atividades com área menor”, salienta Guedes. Um total de 41% dos cadastrados têm área entre um e quatro módulos e concentram 30% das terras, e outros 17% de posseiros têm entre quatro e 15 módulos e detêm 55% da área cadastrada. “O dado que é muito importante para nós é que estamos ganhando a confiança desses produtores médios de que o processo de regularização fundiária está acontecendo”, destaca Guedes.
O estudo prévio que norteia as ações do Terra Legal aponta que existem 436 municípios na Amazônia que têm terras da União e que somam 67,4 milhões de hectares a serem cadastrados e georreferenciados até o ano de 2011. “Não chegamos ainda nem a 10% destes municípios. Então, estamos em um ritmo que é adequado, pois estamos garantindo o funcionamento de mecanismos de segurança do programa, como a divulgação pública dos dados. Esses dados que nós estamos divulgando publicamente – e que são uma demonstração cabal de que o programa é transparente - são apenas do cadastro, que é a primeira etapa do programa”.
Antes da titulação definitiva, as propriedades ainda passarão pelo georreferenciamento (medição da área) e pela vistoria, obrigatória para os imóveis acima de quatro módulos fiscais. “Nesse caso, o objetivo é estender a esses posseiros todos os benefícios previstos para uma propriedade legalizada: produzir e viver com dignidade, acessando as políticas públicas, atuando de forma coerente com a conservação da Amazônia”, explica o coordenador. (MDA)
Pela Atualização dos Índices de Produtividade
O anúncio pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva de atualização dos índices de produtividade da terra desencadeou uma furiosa campanha da bancada ruralista contra a medida, apoiada por grande maioria da poderosa mídia, pelo Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes usando para isso da mentira e de argumentos falaciosos, destinados a enganar a opinião pública e a derrubar a iniciativa governamental.
A CPT Nacional vem, pois, a público mostrar o outro lado da moeda.
Está de parabéns o senhor Presidente por este gesto histórico que trará um grande e benéfico desenvolvimento para todo o nosso povo.
Ao assinar esta atualização, atrasada há mais de 30 anos, Lula estará simplesmente cumprindo a Lei Agrária 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 que, no artigo 11 determina o seguinte: “Os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”. Ora, o estudo “Fontes e Crescimento da Agricultura Brasileira” divulgado em julho de 2009 pelo próprio Ministério da Agricultura revela que de 1975 a 2008 a taxa de crescimento do produto agropecuário foi de 3.68 % ao ano. No período de 2000 a 2008, o crescimento foi de 5.59 como média anual. Em 1975 produziam-se 10,8 quilos de carne bovina por hectare; hoje são 38.6 quilos; a produção de leite por hectare multiplicou-se por 3.6 e a de carne e aves saltou de 372,7 mil toneladas em 1975, para 10.18 milhões em 2008, segundo o mesmo estudo.
A comparação com outros paises demonstra que, no Brasil, o crescimento do PTF (Produtividade Total dos Fatores) foi o mais elevado: 4,98% entre 2000 e 2008. Na China, de 2000 a 2006 foi de 3.2%. Nos Estados Unidos, entre 1975 e 2006 foi de 1.95%. Na Argentina, de excepcionais recursos naturais, foi, de 1960 a 2000, de 1.84%.
A conclusão óbvia a que se chega é que por trás desta guerra da bancada ruralista, teimando em manter os velhos índices de produtividade de 1975 está o intento de preservar o latifúndio improdutivo das empresas nacionais e estrangeiras, desconsiderando a função social da propriedade, estabelecida na nossa Constituição Federal, continuando o Brasil, assim, o campeão mundial do latifúndio depois de Serra Leoa.
Eles levantam repetidamente o número de 400 mil propriedades rurais que seriam afetadas pela medida, inviabilizando assim toda a produção agrícola no país. Na realidade este número corresponde a apenas 10 % das propriedades rurais, embora ocupem 42,6% das terras. Com efeito, das 4.238.447 propriedades cadastradas pelo Incra, 3.838.000, ou seja, 90 % não seriam afetadas pela medida. São estas propriedades as que garantem 70 % do alimento que é posto na mesa dos brasileiros. Ao passo que essas outras 400 mil, com o ferrenho apoio da bancada ruralista, são as que recorrem ao governo para adiar indefinidamente o pagamento de suas dívidas com os bancos, como a imprensa tem noticiado com frequência.
À crítica à anunciada medida juntou-se também uma raivosa criminalização dos movimentos de trabalhadores no campo, da forma mais generalizada e iníqua. Entretanto o que se vê no nosso campo é o deprimente espetáculo da multiplicação dos acampamento de sem-terra que se sujeitam, por anos a fio, a condições inumanas de vida na fila da realização, um dia, do sonho da terra prometida de viver e trabalhar.
Os dados de ocupações de terra e de acampamentos, registrados pela CPT e divulgados anualmente mostram um quadro preocupante. Onde há maior concentração de sem-terra é onde o número de assentamentos é menor. E isso justamente ao lado de áreas improdutivas, que a atualização dos índices poderia facilmente disponibilizar para assentamento das famílias. Em 2007, no Nordeste se concentraram 38,3% das ocupações e acampamentos envolvendo 42,5% das famílias, No Centro-Sul, aconteceram 49,5% das ações envolvendo 43,5% das famílias. Porém os assentamentos promovidos pelo governo aconteceram na sua maioria na Amazônia, onde há mais disponibilidade de terras públicas, distantes dos centros habitados. Fica claro, pois, que onde há mais procura por terra, no Nordeste e no Centro-Sul, há menos disponibilidade de terras. E um dos fatores que limita esta disponibilidade são os índices defasados de produtividade. Ao lado disso, no Sul, onde foram assentados somente 2,6% das famílias, estas tiveram uma participação de 42,06% do total da produção nacional de grãos. Portanto a atualização dos índices de produtividade poderá disponibilizar muito mais áreas em regiões mais propícias ao cultivo de grãos, onde há mais busca por terra e onde a tradição agrícola é mais forte.
Diante de tudo isso a CPT Nacional declara que a alvissareira atualização dos novos índices de produtividade da terra, tantas vezes protelada, é uma exigência de justiça social. Mas a superação da secular estrutural injustiça social no campo e do resgate da dívida social para com os excluídos da terra, vítimas da nefasta política do sistema corrupto e violento que defende a ferro e fogo a arcaica estrutura agrária alicerçada no latifúndio, só se concretizará quando se colocarem em nossa Constituição limites para a propriedade da terra. Então, a partir disso, será possível uma real democratização ao acesso a terra.
Goiânia, 01 de setembro de 2009.
Dom Ladislau Biernaski
Presidente da Comissão Pastoral da Terra
A CPT Nacional vem, pois, a público mostrar o outro lado da moeda.
Está de parabéns o senhor Presidente por este gesto histórico que trará um grande e benéfico desenvolvimento para todo o nosso povo.
Ao assinar esta atualização, atrasada há mais de 30 anos, Lula estará simplesmente cumprindo a Lei Agrária 8.629, de 25 de fevereiro de 1993 que, no artigo 11 determina o seguinte: “Os parâmetros, índices e indicadores que informam o conceito de produtividade serão ajustados periodicamente, de modo a levar em conta o progresso científico e tecnológico da agricultura e o desenvolvimento regional”. Ora, o estudo “Fontes e Crescimento da Agricultura Brasileira” divulgado em julho de 2009 pelo próprio Ministério da Agricultura revela que de 1975 a 2008 a taxa de crescimento do produto agropecuário foi de 3.68 % ao ano. No período de 2000 a 2008, o crescimento foi de 5.59 como média anual. Em 1975 produziam-se 10,8 quilos de carne bovina por hectare; hoje são 38.6 quilos; a produção de leite por hectare multiplicou-se por 3.6 e a de carne e aves saltou de 372,7 mil toneladas em 1975, para 10.18 milhões em 2008, segundo o mesmo estudo.
A comparação com outros paises demonstra que, no Brasil, o crescimento do PTF (Produtividade Total dos Fatores) foi o mais elevado: 4,98% entre 2000 e 2008. Na China, de 2000 a 2006 foi de 3.2%. Nos Estados Unidos, entre 1975 e 2006 foi de 1.95%. Na Argentina, de excepcionais recursos naturais, foi, de 1960 a 2000, de 1.84%.
A conclusão óbvia a que se chega é que por trás desta guerra da bancada ruralista, teimando em manter os velhos índices de produtividade de 1975 está o intento de preservar o latifúndio improdutivo das empresas nacionais e estrangeiras, desconsiderando a função social da propriedade, estabelecida na nossa Constituição Federal, continuando o Brasil, assim, o campeão mundial do latifúndio depois de Serra Leoa.
Eles levantam repetidamente o número de 400 mil propriedades rurais que seriam afetadas pela medida, inviabilizando assim toda a produção agrícola no país. Na realidade este número corresponde a apenas 10 % das propriedades rurais, embora ocupem 42,6% das terras. Com efeito, das 4.238.447 propriedades cadastradas pelo Incra, 3.838.000, ou seja, 90 % não seriam afetadas pela medida. São estas propriedades as que garantem 70 % do alimento que é posto na mesa dos brasileiros. Ao passo que essas outras 400 mil, com o ferrenho apoio da bancada ruralista, são as que recorrem ao governo para adiar indefinidamente o pagamento de suas dívidas com os bancos, como a imprensa tem noticiado com frequência.
À crítica à anunciada medida juntou-se também uma raivosa criminalização dos movimentos de trabalhadores no campo, da forma mais generalizada e iníqua. Entretanto o que se vê no nosso campo é o deprimente espetáculo da multiplicação dos acampamento de sem-terra que se sujeitam, por anos a fio, a condições inumanas de vida na fila da realização, um dia, do sonho da terra prometida de viver e trabalhar.
Os dados de ocupações de terra e de acampamentos, registrados pela CPT e divulgados anualmente mostram um quadro preocupante. Onde há maior concentração de sem-terra é onde o número de assentamentos é menor. E isso justamente ao lado de áreas improdutivas, que a atualização dos índices poderia facilmente disponibilizar para assentamento das famílias. Em 2007, no Nordeste se concentraram 38,3% das ocupações e acampamentos envolvendo 42,5% das famílias, No Centro-Sul, aconteceram 49,5% das ações envolvendo 43,5% das famílias. Porém os assentamentos promovidos pelo governo aconteceram na sua maioria na Amazônia, onde há mais disponibilidade de terras públicas, distantes dos centros habitados. Fica claro, pois, que onde há mais procura por terra, no Nordeste e no Centro-Sul, há menos disponibilidade de terras. E um dos fatores que limita esta disponibilidade são os índices defasados de produtividade. Ao lado disso, no Sul, onde foram assentados somente 2,6% das famílias, estas tiveram uma participação de 42,06% do total da produção nacional de grãos. Portanto a atualização dos índices de produtividade poderá disponibilizar muito mais áreas em regiões mais propícias ao cultivo de grãos, onde há mais busca por terra e onde a tradição agrícola é mais forte.
Diante de tudo isso a CPT Nacional declara que a alvissareira atualização dos novos índices de produtividade da terra, tantas vezes protelada, é uma exigência de justiça social. Mas a superação da secular estrutural injustiça social no campo e do resgate da dívida social para com os excluídos da terra, vítimas da nefasta política do sistema corrupto e violento que defende a ferro e fogo a arcaica estrutura agrária alicerçada no latifúndio, só se concretizará quando se colocarem em nossa Constituição limites para a propriedade da terra. Então, a partir disso, será possível uma real democratização ao acesso a terra.
Goiânia, 01 de setembro de 2009.
Dom Ladislau Biernaski
Presidente da Comissão Pastoral da Terra
Incra comemora abertura da semana da Pátria
Servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/RO) iniciaram nesta sexta-feira (04, as comemorações da Semana da Pátria. Na solenidade, que contou com a participação do superintendente, Carlino Lima, houve execução do hino nacional e hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal. Segundo Lima, comemorar 187 anos da Independência do Brasil é importante não só pelo momento cívico, mas também por remeter a uma reflexão sobre a importância do nosso país. Os participantes puderam conferi uma exposição de fotos e de equipamento antigos com máquina de escrever e teodolito. Em seguida todos puderam se deliciar com o café da manhã especial, oferecido pela associação de servidores da instituição.(foto:Incra)
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