O Brasil conseguirá reduzir suas emissões anuais de gás carbônico (CO2) em 1,2 milhão de toneladas com a inauguração nesta quarta-feira (25) de um gasoduto construído em plena Amazônia, o qual permitirá o abastecimento de energia de Manaus com gás natural em vez de diesel.
A iniciativa é mais um projeto para reduzir as emissões de gases poluentes a partir do Brasil em pelo menos 36%, objetivo anunciado no mês passado pelo Governo e que será apresentado na Conferência da ONU sobre a Mudança Climática, em Copenhague, no mês que vem.
"Assumimos o compromisso de reduzir as emissões de poluentes entre 36,1% e 38,9% e, com obras como esta, queremos mostrar a nossos amigos americanos e europeus que aqui no Brasil falamos menos e fazemos mais", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do gasoduto.
"Este gasoduto é uma demonstração da seriedade do compromisso claro e quantificável que apresentaremos em Copenhague", afirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
"A Amazônia consome mais de 90% do diesel para eletricidade do Brasil e, com o gás, reduziremos significativamente as emissões", acrescentou Dilma.
O gasoduto Urucu-Manaus se estende por 661 quilômetros no meio da floresta amazônica e oferecerá gás para Manaus, a maior cidade da Amazônia, com 1,8 milhão de habitantes.
A estrutura transportará inicialmente 4,1 milhões de metros cúbicos de gás natural diários procedentes de Urucu, uma gigantesca reserva descoberta no meio da selva.
O gasoduto, que custou R$ 4,5 bilhões, permitirá que as sete usinas termoelétricas de Manaus, que atualmente usam diesel para produzir 725 megawatts de energia e abastecer uma cidade desligada do sistema elétrico nacional, passem a consumir gás natural, combustível menos poluente e mais barato.
A substituição reduzirá em quase 30% as emissões de CO2 em Manaus, o que, segundo cálculos da Petrobras, corresponde a 1,2 milhão de toneladas de gases poluentes ao ano.
A obra ajudará o Brasil a cumprir parte do "compromisso voluntário" que assumiu de reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa em entre 36,1% e 38,9% até 2020.
Segundo o inventário brasileiro de carbono apresentado pelo Governo, as emissões de gases poluentes do país cresceram 62% entre 1990 (1,36 bilhão de toneladas) e 2005 (2,2 bilhões de toneladas).
Esses dados transformam o Brasil no gerador de quase 4,5% das emissões mundiais e situam o país no quinto lugar entre os que mais poluem.
Segundo o mesmo inventário, as emissões provocadas pelo setor energético somam 16,4% do total.
A principal causa das emissões brasileiras é o desmatamento da Amazônia, com 57,5% do C02 lançado na atmosfera em 2005. (Yahoo)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Países amazônicos vão cobrar redução de emissões e recursos financeiros dos ricos em Copenhague
Os países amazônicos decidiram hoje (26), em Manaus, que irão cobrar dos países desenvolvidos a redução das emissões de gases de efeito estufa durante a Conferência das Partes – COP-15 – em dezembro, na Dinamarca. Também acertaram que irão pedir a aplicação de recursos financeiros internacionais dos países ricos em ações de combate ao aquecimento do planeta.
As deliberações foram tomadas durante o encontro das autoridades que ocorreu na Cúpula dos Países Amazônicos e foram estabelecidas pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da França, Nicolas Sarkozy – representando a Guiana Francesa – e da Guiana, Bharrat Jagdeo, e pelos ministros da Venezuela, Bolívia, do Peru, Equador e Suriname.
“Chegaremos à Copenhague com a convicção de que estamos fazendo, possivelmente, a mais importante articulação já feita para discutir a questão do clima que já aconteceu na história”, afirmou o presidente Lula.
De acordo com o presidente brasileiro, a Declaração de Manaus – documento que formaliza a posição dos países amazônicos e da França – propõe que todos os países desenvolvidos adotem compromissos quantificados, apropriados às suas condições nacionais, válidos para o conjunto da economia, para reduzir dos gases de efeito estufa. A base dessa redução é a recomendação de 40% apontada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, sendo compatível com a necessidade de proteger o sistema climático.
Sarkozy disse que em Copenhague deverá ser estabelecido de quanto serão essas ações compensatórias e de onde virá o financiamento. Ele defendeu a ideia de criação de um fundo de ajuda para os países pobres e em desenvolvimento.
“É preciso encontrar as vantagens para cada país e evitar que alguém se sinta enganado. Não é uma volta ao colonialismo para administrar a floresta no lugar dos países da Amazônia, é um movimento mundial para levar em consideração a importância da situação. Essa é a razão da minha presença aqui”, disse o líder francês.
. (Agência Brasil)
As deliberações foram tomadas durante o encontro das autoridades que ocorreu na Cúpula dos Países Amazônicos e foram estabelecidas pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da França, Nicolas Sarkozy – representando a Guiana Francesa – e da Guiana, Bharrat Jagdeo, e pelos ministros da Venezuela, Bolívia, do Peru, Equador e Suriname.
“Chegaremos à Copenhague com a convicção de que estamos fazendo, possivelmente, a mais importante articulação já feita para discutir a questão do clima que já aconteceu na história”, afirmou o presidente Lula.
De acordo com o presidente brasileiro, a Declaração de Manaus – documento que formaliza a posição dos países amazônicos e da França – propõe que todos os países desenvolvidos adotem compromissos quantificados, apropriados às suas condições nacionais, válidos para o conjunto da economia, para reduzir dos gases de efeito estufa. A base dessa redução é a recomendação de 40% apontada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima – IPCC, sendo compatível com a necessidade de proteger o sistema climático.
Sarkozy disse que em Copenhague deverá ser estabelecido de quanto serão essas ações compensatórias e de onde virá o financiamento. Ele defendeu a ideia de criação de um fundo de ajuda para os países pobres e em desenvolvimento.
“É preciso encontrar as vantagens para cada país e evitar que alguém se sinta enganado. Não é uma volta ao colonialismo para administrar a floresta no lugar dos países da Amazônia, é um movimento mundial para levar em consideração a importância da situação. Essa é a razão da minha presença aqui”, disse o líder francês.
. (Agência Brasil)
Sarkozy propõe verba de rico para proteger floresta
Cúpula dos países amazônicos sobre o clima termina esvaziada em Manaus
Segundo Lula, EUA e China só começaram a se mexer para evitar fracasso em Copenhague depois que o Brasil apresentou metas
Após uma reunião que deveria ter nove presidentes, mas só teve três, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu que 20% da verba dos países ricos para combater o aquecimento global nos países pobres seja aplicada diretamente na proteção das florestas.
No documento oficial do encontro, a "Declaração de Manaus", os países destacam que "a floresta amazônica é particularmente vulnerável aos efeitos da mudanças do clima". Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, essa declaração "vai balizar a posição da América do Sul em Copenhague, sem que nenhum dos países abra mão de sua soberania".
Foi uma ressalva interessante, já que as justificativas para a ausência de tantos presidentes foi considerada frágil, deixando a impressão de uma resistência à liderança de Sarkozy e Lula na conferência do clima, como se houvesse divergências entre eles e suspeitas de avanços sobre a soberania de alguns.
Para tentar dissolver a impressão, o terceiro presidente que compareceu, Bharrat Jagdeo, da Guiana, fez rasgados elogios a Lula e agradeceu a sua liderança no processo. Aplaudido, Jagdeo fez um discurso contundente em defesa de que os países ricos financiem a proteção ambiental nos pobres.
"E tem de ser já, não amanhã, não no ano que vem, não em 2020", disse ele, acrescentando que cem países já sofrem as consequências do aquecimento "e eles não podem esperar". Lula também se disse satisfeito com a reversão de expectativa diante da conferência do mês que vem e tentou valorizar o papel do Brasil para o fim da sensação de que Copenhague caminhava para o fracasso.
Segundo ele, foi depois do acordo Brasil-França, e depois que o Brasil apresentou uma proposta concreta de redução de CO2 que os demais países começaram a se mexer. "Uma semana atrás, como vocês estão lembrados, os EUA não tinham um número e a China não tinha um número.
Hoje, o presidente Obama já tem um número. Não é o que eu queria, mas é um número, e a China também tem um número", disse Lula. Mais cedo, durante a inauguração do gasoduto Urucu-Manaus, Lula dissera que os "gringos" vão pagar a conta da preservação da Amazônia e que o Brasil tem o que mostrar no encontro de Copenhague.
"Nós queremos mostrar para os nossos amigos americanos, para os nossos amigos europeus, que aqui no Brasil a gente fala menos e faz mais. A gente não é como aqueles que falam: "Eu mato a cobra e mostro o pau". Ora, quem mata a cobra e mostra o pau não mostrou a cobra morta. Aqui, a gente mata a cobra e mostra a bichinha morta, a gente não mostra indiferença", declarou Lula.
Na sua opinião, "Copenhague vai ser um momento histórico". Mas, ontem, era a visível a frustração com a ausência dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Colômbia, Álvaro Uribe, do Peru, Alan García, da Bolívia, Evo Morales, do Equador, Rafael Correa, e do Suriname, Ronald Venetiaan. A "Declaração de Manaus", portanto, é um documento de ministros e assessores, mas o chanceler Celso Amorim não vê nada demais: "Eles têm poder plenipotenciário". (Folha de São Paulo)
Segundo Lula, EUA e China só começaram a se mexer para evitar fracasso em Copenhague depois que o Brasil apresentou metas
Após uma reunião que deveria ter nove presidentes, mas só teve três, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu que 20% da verba dos países ricos para combater o aquecimento global nos países pobres seja aplicada diretamente na proteção das florestas.
No documento oficial do encontro, a "Declaração de Manaus", os países destacam que "a floresta amazônica é particularmente vulnerável aos efeitos da mudanças do clima". Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, essa declaração "vai balizar a posição da América do Sul em Copenhague, sem que nenhum dos países abra mão de sua soberania".
Foi uma ressalva interessante, já que as justificativas para a ausência de tantos presidentes foi considerada frágil, deixando a impressão de uma resistência à liderança de Sarkozy e Lula na conferência do clima, como se houvesse divergências entre eles e suspeitas de avanços sobre a soberania de alguns.
Para tentar dissolver a impressão, o terceiro presidente que compareceu, Bharrat Jagdeo, da Guiana, fez rasgados elogios a Lula e agradeceu a sua liderança no processo. Aplaudido, Jagdeo fez um discurso contundente em defesa de que os países ricos financiem a proteção ambiental nos pobres.
"E tem de ser já, não amanhã, não no ano que vem, não em 2020", disse ele, acrescentando que cem países já sofrem as consequências do aquecimento "e eles não podem esperar". Lula também se disse satisfeito com a reversão de expectativa diante da conferência do mês que vem e tentou valorizar o papel do Brasil para o fim da sensação de que Copenhague caminhava para o fracasso.
Segundo ele, foi depois do acordo Brasil-França, e depois que o Brasil apresentou uma proposta concreta de redução de CO2 que os demais países começaram a se mexer. "Uma semana atrás, como vocês estão lembrados, os EUA não tinham um número e a China não tinha um número.
Hoje, o presidente Obama já tem um número. Não é o que eu queria, mas é um número, e a China também tem um número", disse Lula. Mais cedo, durante a inauguração do gasoduto Urucu-Manaus, Lula dissera que os "gringos" vão pagar a conta da preservação da Amazônia e que o Brasil tem o que mostrar no encontro de Copenhague.
"Nós queremos mostrar para os nossos amigos americanos, para os nossos amigos europeus, que aqui no Brasil a gente fala menos e faz mais. A gente não é como aqueles que falam: "Eu mato a cobra e mostro o pau". Ora, quem mata a cobra e mostra o pau não mostrou a cobra morta. Aqui, a gente mata a cobra e mostra a bichinha morta, a gente não mostra indiferença", declarou Lula.
Na sua opinião, "Copenhague vai ser um momento histórico". Mas, ontem, era a visível a frustração com a ausência dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Colômbia, Álvaro Uribe, do Peru, Alan García, da Bolívia, Evo Morales, do Equador, Rafael Correa, e do Suriname, Ronald Venetiaan. A "Declaração de Manaus", portanto, é um documento de ministros e assessores, mas o chanceler Celso Amorim não vê nada demais: "Eles têm poder plenipotenciário". (Folha de São Paulo)
Lula e Sarkozy demonstram otimismo sobre resultados em Copenhague
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o da França, Nicolas Sarkozy, manifestaram hoje seu otimismo sobre os resultados da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Copenhague, especialmente depois que Estados Unidos e China anunciaram suas metas de redução de emissões de gases estufa.
"Há uma semana não havia números dos EUA nem da China. Hoje já há. Há uma semana parecia que a cúpula de Copenhague seria um fracasso e hoje já se pode esperar outra coisa", afirmou Lula, em entrevista coletiva no final de um encontro em que os países amazônicos definiram uma posição conjunta frente à cúpula.
"Copenhague será um momento histórico e de muita importância para que a humanidade discuta os problemas causados pela própria humanidade", acrescentou Lula, que convocou a reunião com os países amazônicos, em Manaus.
O Governo americano anunciou na quarta-feira que levará à conferência o compromisso de reduzir as emissões de gases poluentes em 17% até 2020, frente aos níveis de 2005, e que o presidente Barack Obama assistirá à reunião.
Apesar de elogiar a decisão dos EUA de anunciarem um compromisso, Lula, em entrevista à Agência Efe, qualificou como insuficiente a proposta apresentada por Obama.
"Acho que a proposta do presidente Obama talvez seja o máximo que ele pode fazer em função das circunstâncias políticas internas, mas está muito abaixo daquilo que é responsabilidade histórica e papel dos EUA no mundo globalizado, como está muito abaixo da proposta dos países desenvolvidos da Europa", disse Lula em sua entrevista à Efe.
O presidente acrescentou que a decisão dos dois países que mais emitem gases estufa de anunciar compromissos antes de Copenhague permite um maior otimismo sobre o encontro e possibilita uma viagem para a Dinamarca com a "convicção" de que se está fazendo "a mais importante articulação já feita pelo assunto do clima".
"Compartilho a declaração de Lula sobre o otimismo pelos anúncios de EUA e China. São alentos que espero que façam de Copenhague um êxito", disse Sarkozy, na coletiva.
O presidente francês disse ainda louvar a "coragem" de Obama por sua decisão de ir ao encontro e pediu a todos os líderes de Estado que assistam à Cúpula de Copenhague, que começa no dia 7 de dezembro. (Jornal de Brasília)
"Há uma semana não havia números dos EUA nem da China. Hoje já há. Há uma semana parecia que a cúpula de Copenhague seria um fracasso e hoje já se pode esperar outra coisa", afirmou Lula, em entrevista coletiva no final de um encontro em que os países amazônicos definiram uma posição conjunta frente à cúpula.
"Copenhague será um momento histórico e de muita importância para que a humanidade discuta os problemas causados pela própria humanidade", acrescentou Lula, que convocou a reunião com os países amazônicos, em Manaus.
O Governo americano anunciou na quarta-feira que levará à conferência o compromisso de reduzir as emissões de gases poluentes em 17% até 2020, frente aos níveis de 2005, e que o presidente Barack Obama assistirá à reunião.
Apesar de elogiar a decisão dos EUA de anunciarem um compromisso, Lula, em entrevista à Agência Efe, qualificou como insuficiente a proposta apresentada por Obama.
"Acho que a proposta do presidente Obama talvez seja o máximo que ele pode fazer em função das circunstâncias políticas internas, mas está muito abaixo daquilo que é responsabilidade histórica e papel dos EUA no mundo globalizado, como está muito abaixo da proposta dos países desenvolvidos da Europa", disse Lula em sua entrevista à Efe.
O presidente acrescentou que a decisão dos dois países que mais emitem gases estufa de anunciar compromissos antes de Copenhague permite um maior otimismo sobre o encontro e possibilita uma viagem para a Dinamarca com a "convicção" de que se está fazendo "a mais importante articulação já feita pelo assunto do clima".
"Compartilho a declaração de Lula sobre o otimismo pelos anúncios de EUA e China. São alentos que espero que façam de Copenhague um êxito", disse Sarkozy, na coletiva.
O presidente francês disse ainda louvar a "coragem" de Obama por sua decisão de ir ao encontro e pediu a todos os líderes de Estado que assistam à Cúpula de Copenhague, que começa no dia 7 de dezembro. (Jornal de Brasília)
Arco Verde Terra Legal é apresentado no 1º Congresso das Cidades Amazônicas
Com o objetivo de discutir os cenários possíveis para o desenvolvimento sustentável na floresta, inicia nesta quinta-feira (26) o 1º Congresso das Cidades Amazônicas, em Belém (PA). Os resultados da Operação Arco Verde e do Programa Terra Legal, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), são alguns dos principais exemplos de ação integrada a serem apresentados.
A palestra sobre Regularização Fundiária Urbana e Rural na Amazônia será proferida pelo coordenador nacional do Programa Terra Legal, Carlos Guedes. Ele abordará temas como o pregão para o georreferenciamento de 95 áreas urbanas na Amazônia Legal, distribuídas em 87 municípios. Para isso, uma das metas é a realização de acordos de cooperação com estados e municípios para ampliar a força de trabalho de regularização.
Ineditismo
É a primeira vez que os prefeitos dos 750 municípios da Amazônia se reúnem para o debate sobre o desenvolvimento sustentável regional. A participação de todas as esferas governamentais é ressaltada por Carlos Guedes como um dos principais pontos positivos do Congresso. “O fundamental é que está havendo uma movimentação importante do ponto de vista do fortalecimento do papel dos governos. A experiência do Arco Verde Terra Legal mostrou que é possível o trabalho integrado dos três entes federativos. Além do Governo Federal e dos estaduais, o envolvimento dos municípios revelou esse fortalecimento em escala maior para essa atuação conjunta”, explicou.
A palestra do coordenador do Programa Terra Legal mostrará os resultados concretos obtidos em cinco meses de atuação. O Mutirão Arco Verde terminou no dia 31 de outubro, após percorrer os 43 municípios que mais sofreram a ação do desmatamento. Foram registrados 215 mil atendimentos em cidadania, regularização e apoio ao desenvolvimento sustentável. O Terra Legal Amazônia, cujas ações prosseguem até 2011, tem mais de 20 mil posseiros cadastrados e, até o momento, totaliza 104 municípios com postos de cadastramento.
Os primeiros títulos rurais foram entregues em Novo Progresso (PA), Porto Velho (RO) e Nova Ubiratã (MT). Outras duas mil parcelas já iniciaram o georreferenciamento em Rondônia, Pará e Mato Grosso. Até junho do ano que vem, serão publicados os editais para a medição da área de outras 70 mil parcelas.
Além de seminários e oficinas com as prefeituras envolvidas no Terra Legal, o MDA publicou, junto com o Ministério das Cidades e a Secretaria de Patrimônio da União, uma cartilha explicativa do programa direcionada exclusivamente aos prefeitos. Além disso, o Terra Legal promoveu a doação de uma área em Porto Velho (RO) que beneficiou diretamente 5 mil famílias.
Ministros
O 1º Encontro de Cidades da Amazônia é organizado pela Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará. O evento será realizado até esta sexta-feira (27), no Hangar Centro de Convenções, em Belém. Promovido para debater o desenvolvimento regional, busca integrar conhecimento e ações sustentáveis. O Encontro terá palestras sobre saúde, educação e meio ambiente.
Dentre os palestrantes, estão os ministros das Cidades, Márcio Fortes; das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; da Saúde, José Gomes Temporão; dos Transportes, Alfredo Nascimento; das Minas e Energia, Edison Lobão; e a ministra-chefe da Casa Civil, DiIma Rousseff. Ela fará um balanço do Pograma de Aceleração do Crescimento (PAC) para Amazônia. (MDA)
A palestra sobre Regularização Fundiária Urbana e Rural na Amazônia será proferida pelo coordenador nacional do Programa Terra Legal, Carlos Guedes. Ele abordará temas como o pregão para o georreferenciamento de 95 áreas urbanas na Amazônia Legal, distribuídas em 87 municípios. Para isso, uma das metas é a realização de acordos de cooperação com estados e municípios para ampliar a força de trabalho de regularização.
Ineditismo
É a primeira vez que os prefeitos dos 750 municípios da Amazônia se reúnem para o debate sobre o desenvolvimento sustentável regional. A participação de todas as esferas governamentais é ressaltada por Carlos Guedes como um dos principais pontos positivos do Congresso. “O fundamental é que está havendo uma movimentação importante do ponto de vista do fortalecimento do papel dos governos. A experiência do Arco Verde Terra Legal mostrou que é possível o trabalho integrado dos três entes federativos. Além do Governo Federal e dos estaduais, o envolvimento dos municípios revelou esse fortalecimento em escala maior para essa atuação conjunta”, explicou.
A palestra do coordenador do Programa Terra Legal mostrará os resultados concretos obtidos em cinco meses de atuação. O Mutirão Arco Verde terminou no dia 31 de outubro, após percorrer os 43 municípios que mais sofreram a ação do desmatamento. Foram registrados 215 mil atendimentos em cidadania, regularização e apoio ao desenvolvimento sustentável. O Terra Legal Amazônia, cujas ações prosseguem até 2011, tem mais de 20 mil posseiros cadastrados e, até o momento, totaliza 104 municípios com postos de cadastramento.
Os primeiros títulos rurais foram entregues em Novo Progresso (PA), Porto Velho (RO) e Nova Ubiratã (MT). Outras duas mil parcelas já iniciaram o georreferenciamento em Rondônia, Pará e Mato Grosso. Até junho do ano que vem, serão publicados os editais para a medição da área de outras 70 mil parcelas.
Além de seminários e oficinas com as prefeituras envolvidas no Terra Legal, o MDA publicou, junto com o Ministério das Cidades e a Secretaria de Patrimônio da União, uma cartilha explicativa do programa direcionada exclusivamente aos prefeitos. Além disso, o Terra Legal promoveu a doação de uma área em Porto Velho (RO) que beneficiou diretamente 5 mil famílias.
Ministros
O 1º Encontro de Cidades da Amazônia é organizado pela Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará. O evento será realizado até esta sexta-feira (27), no Hangar Centro de Convenções, em Belém. Promovido para debater o desenvolvimento regional, busca integrar conhecimento e ações sustentáveis. O Encontro terá palestras sobre saúde, educação e meio ambiente.
Dentre os palestrantes, estão os ministros das Cidades, Márcio Fortes; das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; da Saúde, José Gomes Temporão; dos Transportes, Alfredo Nascimento; das Minas e Energia, Edison Lobão; e a ministra-chefe da Casa Civil, DiIma Rousseff. Ela fará um balanço do Pograma de Aceleração do Crescimento (PAC) para Amazônia. (MDA)
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Agricultores e lideranças comunitárias reivindicam soluções rápidas para os distritos da Capital
Uma comissão de pequenos agricultores, sindicalistas, lideranças comunitárias e secretários estaduais e municipais estiveram no gabinete do superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra/RO, Carlino Lima, para tratar de soluções para as estradas de acesso a vários ramais e assentamentos locais. O motivo principal da reunião foi para reivindicar soluções para as condições de manutenção das estradas vicinais, construção de pontes e de bueiros, que estão na responsabilidade do Estado e do Município e ainda questões de saúde e educação. As principais localidades em pauta são as que ficam a margem esquerda do Rio Madeira, como os ramais Maravilha, Niterói, Jatuarana e o assentamento Joana D’arc. Pela prefeitura estiveram presentes os secretários municipais Marcelo Fernandes (Semob); Sérgio Pacífico (Sempla); a secretária Josélia Saraiva (Semagric) e os adjuntos Luis Eduardo (Semusa), Maria de Fátima (Semed) e a coordenadora de estradas rurais, Regina Maria (Semob).A reunião foi realizada depois do bloqueio na BR 319, no bairro Balsa ocorrido na manhã desta segunda feira, 23. Foi formada uma comissão de agricultores que cobraram dos representantes do Departamento de Estradas de Rodagem de Rondônia - DER, soluções imediatas para que as centenas de famílias que residem nas localidades possam usar as estradas, para escoar a produção, irem às escolas, trabalharem e chegarem em Porto Velho dentro do tempo hábil para cumprir com os compromissos e ter acesso a mais saúde e educação. Entre estas estradas estão cerca de 23 quilômetros que precisam de manutenção imediata, as Rodovias Estaduais 066, 055 e outras. Também foi cobrado do DER, que fossem cascalhadas as vias e não apenas patroladas. Ficou acertado entre o Estado, a comissão e o superintendente do Incra, que as máquinas retomariam o serviço ainda ontem.
Semob
A Secretaria Municipal de Obras, através da coordenadoria municipal de estradas rurais, foi questionada sobre 26 quilômetros dentro do Joana D’arc. De acordo com a coordenadora Regina Maria, “a prefeitura está fazendo além do conveniado com o Incra desde 2005. Já cumprimos com a maioria do que foi determinado pelo convênio, e mesmo assim, recebemos parcialmente os recursos via Incra para a execução dos serviços, mas até o final do ano vamos terminar nossa parte”, explicou.
Outra dificuldade para continuar a execução das obras na área do município foi o fechamento inesperado da balsa que impediu que as máquinas da prefeitura, que já estavam à caminho, seguissem viajem para as localidades. Várias pontes já foram recuperadas, inclusive, alguns pontilhões foram substituídos por bueiros, que suportam melhor o intenso trânsito de caminhões, principalmente os madeireiros.
Para executar novas pontes a Semob buscou parcerias com os donos de madeireiras pedindo que fornecessem madeiras para a confecção de novas pontes. Parte do material foi conseguida, mas nem todos os madeireiros ficaram sensibilizados com a causa e por isso não colaboraram, apesar de usarem intensamente as estradas. Mesmo assim a prefeitura está levando madeira de lugares distantes para aquela região, para não deixar de assistir aos moradores.
O secretário municipal de obras, Marcelo Fernandes, destacou que, “as nossas equipes estão trabalhando dentro de outras frentes e que assim que terminarem, vão começar os serviços nas linhas C10 e C25, mas somente poderá entregar os serviços até o final do ano”, disse. Marcelo lembrou também que o município tem mais de 3 mil e 800 quilômetros de estradas vicinais, e que não é possível fazer mais do que mil quilômetros por ano. Mas, a prefeitura espera pelas compensações da construção das usinas do Madeira, “acreditamos que cerca de 500 novos quilômetros devem ser executados via compensação”, ressaltou o secretário.
Educação e Saúde
A comissão também questionou sobre serviços da prefeitura nas áreas da educação e saúde. A secretária adjunta, Maria de Fátima, lembrou que foram construídas escolas novas, outras foram reformadas e ampliadas. A comissão pediu a construção de uma quadra de esportes, que mesmo não sendo um compromisso da Semed, Maria de Fátima levou o pedido à secretaria municipal competente. O transporte escolar foi questionado porque tem havido algumas dificuldades no cumprimento dos horários. “Temos cinco ônibus escolares, e vamos colocar mais um e também mais uma voadeira para o transporte de alunos daquela região”, explicou Maria de Fátima.
O secretário adjunto de saúde, Luis Eduardo Maiorquin, foi questionado sobre a construção de um posto avançado na região que havia sido solicitado no início do ano. “Dependemos da liberação de uma área. O projeto já foi aprovado pelo Governo Federal, que inclusive liberou verbas para a compra de equipamentos, mas, não liberou para adquirir a área, e dependemos disto para iniciar a construção de um posto Tipo 3, que é o ideal para a região”, esclareceu Luis Eduardo.
O superintendente do Incra Carlino Lima, informou que realmente a área não foi liberada, pois não está mais nas mãos do Incra e sim do Programa Terra Legal, “o Incra só libera áreas para agropecuária, ou seja, para o assentamento de famílias. O processo que estava iniciado por aqui, foi arquivado e a Prefeitura deverá fazer novo pedido através do Programa Terra Legal”, detalhou Carlino Lima. (Diário da Amazônia)
Ocergs: Lei da Alimentação Escolar fortalece cooperativas
A Lei da Alimentação Escolar - Nº 11.947, que determina que no mínimo 30% dos recursos do Fundo Nacional de Alimentação Escolar - FNDE sejam destinados para a compra de produtos da agricultura familiar, com dispensa de licitação, representa um novo impulso para fortalecer as cooperativas.
A afirmação é de Vergílio Frederico Perius, presidente do Sistema Ocergs-Sescoop, que reúne a Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo. Ao assegurar a garantia de comercialização, a medida vai beneficiar a estruturação de diversos setores produtivos, como o de hortigranjeiros, explicou Perius.
A alimentação escolar foi destacada na abertura do Seminário das Cooperativas de Lácteos da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul, realizado nesta terça-feira (24), na sede do Sistema Ocergs-Sescoop, em Porto Alegre - RS, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Perius destacou a importância dos pequenos produtores na estrutura das cooperativas no Rio Grande do Sul. Dos 282 mil produtores, 210 mil trabalham em áreas com, em média, 22 hectares.
O ministro Guilherme Cassel reforçou os números da agricultura familiar gaúcha ao lembrar que o Censo Agropecuário 2006, do IBGE, identificou 378,5 mil estabelecimentos familiares, o que equivale a 86% dos existentes no Estado. A atividade ocupa 31% da área, emprega 81% das pessoas no campo e responde por 54% do Valor Bruto da Produção -VBP. O Censo demonstra que a agricultura familiar é uma escolha econômica, ressaltou o ministro.
Cassel lembrou que as políticas públicas brasileiras para a agricultura familiar são referência em todo o mundo e defendeu a maior integração e a qualificação das cadeias produtivas do setor. A crise econômica mundial é uma oportunidade para o setor lácteo. É importante aproveitar o processo de recuperação da economia mundial que virá, alertou o ministro. (Incra)
A afirmação é de Vergílio Frederico Perius, presidente do Sistema Ocergs-Sescoop, que reúne a Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo. Ao assegurar a garantia de comercialização, a medida vai beneficiar a estruturação de diversos setores produtivos, como o de hortigranjeiros, explicou Perius.
A alimentação escolar foi destacada na abertura do Seminário das Cooperativas de Lácteos da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul, realizado nesta terça-feira (24), na sede do Sistema Ocergs-Sescoop, em Porto Alegre - RS, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Perius destacou a importância dos pequenos produtores na estrutura das cooperativas no Rio Grande do Sul. Dos 282 mil produtores, 210 mil trabalham em áreas com, em média, 22 hectares.
O ministro Guilherme Cassel reforçou os números da agricultura familiar gaúcha ao lembrar que o Censo Agropecuário 2006, do IBGE, identificou 378,5 mil estabelecimentos familiares, o que equivale a 86% dos existentes no Estado. A atividade ocupa 31% da área, emprega 81% das pessoas no campo e responde por 54% do Valor Bruto da Produção -VBP. O Censo demonstra que a agricultura familiar é uma escolha econômica, ressaltou o ministro.
Cassel lembrou que as políticas públicas brasileiras para a agricultura familiar são referência em todo o mundo e defendeu a maior integração e a qualificação das cadeias produtivas do setor. A crise econômica mundial é uma oportunidade para o setor lácteo. É importante aproveitar o processo de recuperação da economia mundial que virá, alertou o ministro. (Incra)
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