O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, recebeu nesta quarta-feira(21) o ministro de Agricultura, Florestas e Biossegurança da Nova Zelândia, David Carter, que está visitando a América do Sul. Cassel explicou ao neozelandês a rede de políticas públicas desenvolvidas pelo governo do Presidente Lula para apoiar o desenvolvimento da agricultura familiar.
Depois de ouvir atentamente informações sobre o último Censo Agropecuário, que comprovou a importância econômica da agricultura familiar no país, Carter teceu comentários elogiosos ao governo brasileiro e afirmou que o Brasil está se tornando uma potência cada vez mais importante no cenário mundial.
Um dos objetivos da visita de Carter é buscar apoio a uma proposta de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas em tecnologias para a redução das emissões agrícolas de gases efeito-estufa. A Nova Zelândia está lançando internacionalmente a proposta de uma "Aliança Global para a Pesquisa em Redução dos Gases efeito-estufa oriundos da Agricultura". Antes do Brasil, Carter esteve na Argentina e assinou junto com o ministro de Agricultura daquele país, Julían Dominguez, uma Declaração Conjunta Argentina-Nova Zelândia para iniciar essas pesquisas.
Outro assunto discutido pelos ministros foi o subsídio oferecido aos agricultores pela União Europeia e Estados Unidos. Carter condena a prática e afirma que ela prejudica a agricultura dos países onde o subsídio não é praticado, como na Nova Zelândia. Segundo Cassel, os governos precisam achar uma maneira para acabar com o subsídio nas exportações.
O ministro neozelandês também se interessou pelo processo de reforma agrária desenvolvido no Brasil e se surpreendeu com os números apresentados por Cassel. No Governo Lula, 43 milhões de hectares foram destinados para a reforma agrária, área muito maior que todo o território da Nova Zelândia. (MDA)
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Rede de políticas públicas do MDA suspreende Ministro neozelandês
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, recebeu nesta quarta-feira(21) o ministro de Agricultura, Florestas e Biossegurança da Nova Zelândia, David Carter, que está visitando a América do Sul. Cassel explicou ao neozelandês a rede de políticas públicas desenvolvidas pelo governo do Presidente Lula para apoiar o desenvolvimento da agricultura familiar.
Depois de ouvir atentamente informações sobre o último Censo Agropecuário, que comprovou a importância econômica da agricultura familiar no país, Carter teceu comentários elogiosos ao governo brasileiro e afirmou que o Brasil está se tornando uma potência cada vez mais importante no cenário mundial.
Um dos objetivos da visita de Carter é buscar apoio a uma proposta de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas em tecnologias para a redução das emissões agrícolas de gases efeito-estufa. A Nova Zelândia está lançando internacionalmente a proposta de uma "Aliança Global para a Pesquisa em Redução dos Gases efeito-estufa oriundos da Agricultura". Antes do Brasil, Carter esteve na Argentina e assinou junto com o ministro de Agricultura daquele país, Julían Dominguez, uma Declaração Conjunta Argentina-Nova Zelândia para iniciar essas pesquisas.
Outro assunto discutido pelos ministros foi o subsídio oferecido aos agricultores pela União Europeia e Estados Unidos. Carter condena a prática e afirma que ela prejudica a agricultura dos países onde o subsídio não é praticado, como na Nova Zelândia. Segundo Cassel, os governos precisam achar uma maneira para acabar com o subsídio nas exportações.
O ministro neozelandês também se interessou pelo processo de reforma agrária desenvolvido no Brasil e se surpreendeu com os números apresentados por Cassel. No Governo Lula, 43 milhões de hectares foram destinados para a reforma agrária, área muito maior que todo o território da Nova Zelândia. (MDA)
Depois de ouvir atentamente informações sobre o último Censo Agropecuário, que comprovou a importância econômica da agricultura familiar no país, Carter teceu comentários elogiosos ao governo brasileiro e afirmou que o Brasil está se tornando uma potência cada vez mais importante no cenário mundial.
Um dos objetivos da visita de Carter é buscar apoio a uma proposta de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas em tecnologias para a redução das emissões agrícolas de gases efeito-estufa. A Nova Zelândia está lançando internacionalmente a proposta de uma "Aliança Global para a Pesquisa em Redução dos Gases efeito-estufa oriundos da Agricultura". Antes do Brasil, Carter esteve na Argentina e assinou junto com o ministro de Agricultura daquele país, Julían Dominguez, uma Declaração Conjunta Argentina-Nova Zelândia para iniciar essas pesquisas.
Outro assunto discutido pelos ministros foi o subsídio oferecido aos agricultores pela União Europeia e Estados Unidos. Carter condena a prática e afirma que ela prejudica a agricultura dos países onde o subsídio não é praticado, como na Nova Zelândia. Segundo Cassel, os governos precisam achar uma maneira para acabar com o subsídio nas exportações.
O ministro neozelandês também se interessou pelo processo de reforma agrária desenvolvido no Brasil e se surpreendeu com os números apresentados por Cassel. No Governo Lula, 43 milhões de hectares foram destinados para a reforma agrária, área muito maior que todo o território da Nova Zelândia. (MDA)
Terra Legal: mais recursos, balanço e anúncio de metas
Até o dia 9 deste mês o Programa Terra Legal Amazônia já entregou 232 títulos e cadastrou 11.308 ocupações em mais de 2 milhões de hectares de terra nos 120 dias de trabalho. Os cadastros foram feitos em 48 municípios com postos do Terra Legal, em cinco estados: Pará, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) vai aportar ainda em 2009 mais R$ 15 milhões para fortalecer o trabalho e a base de dados dos institutos de terra estaduais. O Programa vai receber propostas desses órgãos para o fortalecimento operacional.O recurso será utilizado na digitalização dos acervos fundiários dos estados, na identificação ocupacional de terras públicas estaduais e no georreferenciamento dos perímetros das glebas e de parcelas dessas áreas.
As metas do Programa Terra Legal Amazônia para o próximo ano foram aprovadas nesta quarta-feira, 21, pelo Grupo Executivo Intergovernamental para Regularização Fundiária na Amazônia Legal (GEI). O Terra Legal espera fechar o primeiro semestre de 2010, com 50 mil posses cadastradas e georreferenciadas, em 99 municípios. As posses equivalem a 18 milhões de hectares nos nove estados da Amazônia Legal.
O perfil dos posseiros cadastrados revelou que 25% são mulheres e 45% nasceram na Amazônia Legal. Dos imóveis requeridos, 47% estão em Rondônia, 42% no Pará, 4% no Maranhão, 4% no Tocantins e 3% no Mato Grosso. Mais de 80% dos imóveis possuem área até quarto módulos fiscais e ocupam 36,6% dos 2 milhões de hectares cadastrados. (MDA - foto de Eduardo Aigner)
Operação Arco de Fogo em Rondônia apreende mais de 10.000 m3 de madeira
Operação Pólo A/Arco-de-fogo, iniciada em 18 de agosto deste ano na Região de Ariquemes, já apreendeu mais de 10 mil m³ entre toras e madeira serrada. Houve seis embargos em 60 serrarias vistoriadas, foram apreendidos 27 caminhões e lavrados mais de 90 autos infração quem, em conjunto, somam mais de R$ 8 milhões.
O foco da operação é a fiscalização contra ilícitos ambientais, principalmente na industrialização e comercialização ilegal de produtos florestais. Na operação, atuam como parceiros do Ibama a Polícia Federal, Força Nacional e Batalhão Polícia Ambiental.
Segundo o chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama em Rondônia, Renê de Oliveira, com a diminuição de áreas passíveis para exploração florestal no estado, a pressão sobre unidades de conservação e terras indígenas aumenta, gerando grandes prejuízos ao meio ambiente. Para o superintendente do Ibama em Rondônia, César Guimarães, um dos maiores empecilhos para a ação fiscalizatória é a ausência de situação fundiária concreta no estado, onde poucas área possuem títulos definitivos, impedindo a emissão de Licenciamento Ambiental e, consequentemente, liberação de Planos de Manejo Florestal Sustentável.(Rondonotícias)
O foco da operação é a fiscalização contra ilícitos ambientais, principalmente na industrialização e comercialização ilegal de produtos florestais. Na operação, atuam como parceiros do Ibama a Polícia Federal, Força Nacional e Batalhão Polícia Ambiental.
Segundo o chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama em Rondônia, Renê de Oliveira, com a diminuição de áreas passíveis para exploração florestal no estado, a pressão sobre unidades de conservação e terras indígenas aumenta, gerando grandes prejuízos ao meio ambiente. Para o superintendente do Ibama em Rondônia, César Guimarães, um dos maiores empecilhos para a ação fiscalizatória é a ausência de situação fundiária concreta no estado, onde poucas área possuem títulos definitivos, impedindo a emissão de Licenciamento Ambiental e, consequentemente, liberação de Planos de Manejo Florestal Sustentável.(Rondonotícias)
Ibama exigirá compensação ambiental de projetos com maior emissão de gases
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) passará a exigir em projetos de maior emissão de gases que afetem o efeito estufa medidas específicas no estudo de impacto ambiental (EIA-Rima) sobre o controle dessas emissões. Nos próximos termos de referência de obras como termelétricas, siderúrgicas e metalurgia em geral já deverá constar uma rubrica destacada sobre o tema, assim como existe já uma questão específica sobre desmatamento ou desapropriação de famílias, por exemplo. O Ibama responde por uma parte apenas dos estudos dessas normas, porém o Ministério do Meio Ambiente (MMA) já propôs ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que se aprove nova norma nesse sentido. Com isso, todos os órgãos de análise ambiental do país deverão exigir as mesmas especificidades.
A decisão foi anunciada depois de o Tribunal de Justiça do Distrito Federal ter concedido uma liminar em favor de empresas do setor elétrico tirando de vigor a Instrução Normativa 7 do Ibama, que exigia das termelétricas a reparação de toda emissão de gases. A decisão provisória questionou mérito do Ibama em poder legislar sobre o tema. Segundo Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, o Ibama acatará a decisão do governo, mas continuará a exigir as mesmas compensações previstas em empreendimentos de termelétricas a óleo ou carvão. A base dessa atitude é a Resolução 1 de 1986 do Conama, que prevê que os órgãos licenciadores podem avaliar os impactos das obras e adotar critérios para reduzir os impactos no ambiente. "Não é uma insubordinação à Justiça, mas a regulação de 86 já diz que o órgão licenciador tem de conhecer previamente os impactos e exigir mitigações", disse.
Segundo ele, a instrução do Ibama buscava tornar mais transparente e previsível aos investidores qual seria o impacto dessas emissões no projeto, mas a sua suspensão na Justiça não acaba com a possibilidade. Ainda assim, o Ibama vai recorrer da tutela concedida às empresas.
Segundo Roberto Messias Franco, presidente do Ibama, além das termelétricas, a rubrica específica sobre emissões de gases que afetam o clima deverão estar presentes também nos termos de referência para empresas como siderúrgicas, metalúrgicas, petroquímicas e, futuramente, também no setor de petróleo e gás. "Nos termos de referência será solicitado que se reduza ou que se compensem as emissões." As térmicas, por exemplo, vão ter de plantar milhões de árvores para compensar, na visão de Minc.
Sobre a possibilidade de a nova ação criar mais custos para as empresas que tocarem esses projetos, Minc disse que, não necessariamente, sairá mais caro, porque as obras poderiam ser mais eficientes ambientalmente, adotando tecnologias diferentes, por exemplo. "Os custos não somos nós que criamos. Eles estão lá e afetam toda a sociedade. Só que ele não é computado."
Minc anunciou ontem, ainda, que o Ministério está fechando um acordo com o setor siderúrgico para que, em oito anos, as empresas passem a plantar 100% do carvão vegetal que usam no processo industrial. "Elas emitem muito, mas só compensam a metade das árvores que usam como carvão vegetal atualmente." (Valor Econômico)
A decisão foi anunciada depois de o Tribunal de Justiça do Distrito Federal ter concedido uma liminar em favor de empresas do setor elétrico tirando de vigor a Instrução Normativa 7 do Ibama, que exigia das termelétricas a reparação de toda emissão de gases. A decisão provisória questionou mérito do Ibama em poder legislar sobre o tema. Segundo Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, o Ibama acatará a decisão do governo, mas continuará a exigir as mesmas compensações previstas em empreendimentos de termelétricas a óleo ou carvão. A base dessa atitude é a Resolução 1 de 1986 do Conama, que prevê que os órgãos licenciadores podem avaliar os impactos das obras e adotar critérios para reduzir os impactos no ambiente. "Não é uma insubordinação à Justiça, mas a regulação de 86 já diz que o órgão licenciador tem de conhecer previamente os impactos e exigir mitigações", disse.
Segundo ele, a instrução do Ibama buscava tornar mais transparente e previsível aos investidores qual seria o impacto dessas emissões no projeto, mas a sua suspensão na Justiça não acaba com a possibilidade. Ainda assim, o Ibama vai recorrer da tutela concedida às empresas.
Segundo Roberto Messias Franco, presidente do Ibama, além das termelétricas, a rubrica específica sobre emissões de gases que afetam o clima deverão estar presentes também nos termos de referência para empresas como siderúrgicas, metalúrgicas, petroquímicas e, futuramente, também no setor de petróleo e gás. "Nos termos de referência será solicitado que se reduza ou que se compensem as emissões." As térmicas, por exemplo, vão ter de plantar milhões de árvores para compensar, na visão de Minc.
Sobre a possibilidade de a nova ação criar mais custos para as empresas que tocarem esses projetos, Minc disse que, não necessariamente, sairá mais caro, porque as obras poderiam ser mais eficientes ambientalmente, adotando tecnologias diferentes, por exemplo. "Os custos não somos nós que criamos. Eles estão lá e afetam toda a sociedade. Só que ele não é computado."
Minc anunciou ontem, ainda, que o Ministério está fechando um acordo com o setor siderúrgico para que, em oito anos, as empresas passem a plantar 100% do carvão vegetal que usam no processo industrial. "Elas emitem muito, mas só compensam a metade das árvores que usam como carvão vegetal atualmente." (Valor Econômico)
Gestão de florestas sustentável gera benefícios econômicos e sociais
A proteção das florestas é um dos temas centrais em jogo nas discussões internacionais sobre um novo acordo climático mundial, porém como isto funciona na prática? Projetos de manejo florestal comunitário do Brasil dão bom exemplo do que pode ser feito para garantir que as matas conservem a biodiversidade local ao mesmo tempo em que gerem benefícios econômicos e sociais para pessoas.
No oeste do Pará, famílias integrantes da Cooperativa Mista Flona Tapajós Verde (Coomflora) vivem hoje da extração sustentável da madeira de uma área de 32 mil hectares, que é manejada por eles desde 2005. "Nos primeiros anos tivemos dificuldade para vender a madeira, pois compradores queriam só alguns tipos. Mas neste ano, vendemos 20 mil metros cúbicos, valendo 197 reais cada, o que nos rendeu R$ 3,9 milhões", comemora o presidente da Coomflora, Sérgio Pimenta Vieira.
Vieira contou sua experiência nesta quarta-feira (21/10) durante mesa-redonda promovida pelo Serviço Florestal, no XIII Congresso Florestal Mundial, que ocorre em Buenos Aires. Segundo ele, a iniciativa partiu da própria comunidade, em 1991, que começou a discutir com o governo como colocar em prática a idéia. Em 2000, começaram a desenvolver o plano de manejo. O apoio financeiro inicial do Banco de Desenvolvimento Alemão (KWF) na capacitação técnica, para derrubar as árvores sem danificar outras ao redor ou abrir estradas com menor impacto possível, foi fundamental.
"Se quiser a floresta em pé, o governo tem que assumir e oferecer a comunidade assistência técnica e apoio gratuitos", garante o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, que também fez parte da mesa. Para ele, este ainda é um gargalo importante a ser resolvido para desenvolver bons projetos, assim como o capital de giro inicial.
Hummel disse para os cerca de 300 participantes que marcaram presença no evento, que esta experiência foi bem pensada e planejada, o que também foi uma peça-chave para o seu sucesso. Agora, a comunidade colhe os bons frutos do esforço. A Coomflora tem hoje um escritório, caminhão, 14 motosserras, energia elétrica vinda do uso de painéis solares, cinco computadores e outros bens. Muito mais que isso, os benefícios podem ser vistos na qualidade de vida das famílias. "A gente vê claramente como mudou a vida das pessoas. Nós que vivemos na floresta sabemos como é importante que ela esteja sempre verde para nós e para as futuras gerações?", afirma Vieira.
O XIII Congresso Florestal Mundial vai até sexta-feira (23/10). Na agenda de encerramento, haverá, às 8h30, um painel do Gerente de Informações Florestais, Joberto Freitas, sobre manejo florestal e dinâmica das florestas - Manejo Florestal na Amazonia (Guatambu).(MMA)
No oeste do Pará, famílias integrantes da Cooperativa Mista Flona Tapajós Verde (Coomflora) vivem hoje da extração sustentável da madeira de uma área de 32 mil hectares, que é manejada por eles desde 2005. "Nos primeiros anos tivemos dificuldade para vender a madeira, pois compradores queriam só alguns tipos. Mas neste ano, vendemos 20 mil metros cúbicos, valendo 197 reais cada, o que nos rendeu R$ 3,9 milhões", comemora o presidente da Coomflora, Sérgio Pimenta Vieira.
Vieira contou sua experiência nesta quarta-feira (21/10) durante mesa-redonda promovida pelo Serviço Florestal, no XIII Congresso Florestal Mundial, que ocorre em Buenos Aires. Segundo ele, a iniciativa partiu da própria comunidade, em 1991, que começou a discutir com o governo como colocar em prática a idéia. Em 2000, começaram a desenvolver o plano de manejo. O apoio financeiro inicial do Banco de Desenvolvimento Alemão (KWF) na capacitação técnica, para derrubar as árvores sem danificar outras ao redor ou abrir estradas com menor impacto possível, foi fundamental.
"Se quiser a floresta em pé, o governo tem que assumir e oferecer a comunidade assistência técnica e apoio gratuitos", garante o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, que também fez parte da mesa. Para ele, este ainda é um gargalo importante a ser resolvido para desenvolver bons projetos, assim como o capital de giro inicial.
Hummel disse para os cerca de 300 participantes que marcaram presença no evento, que esta experiência foi bem pensada e planejada, o que também foi uma peça-chave para o seu sucesso. Agora, a comunidade colhe os bons frutos do esforço. A Coomflora tem hoje um escritório, caminhão, 14 motosserras, energia elétrica vinda do uso de painéis solares, cinco computadores e outros bens. Muito mais que isso, os benefícios podem ser vistos na qualidade de vida das famílias. "A gente vê claramente como mudou a vida das pessoas. Nós que vivemos na floresta sabemos como é importante que ela esteja sempre verde para nós e para as futuras gerações?", afirma Vieira.
O XIII Congresso Florestal Mundial vai até sexta-feira (23/10). Na agenda de encerramento, haverá, às 8h30, um painel do Gerente de Informações Florestais, Joberto Freitas, sobre manejo florestal e dinâmica das florestas - Manejo Florestal na Amazonia (Guatambu).(MMA)
Estudo analise influência da pecuária com relação às mudanças climáticas
E se os principais causadores das mudanças climáticas forem bois, porcos e galinhas? É com esse questionamento que Robert Goodland e Anhang Jeff intitulam o seu estudo "Livestock and Climate Change: What if the key actors in climate change are...cows, pigs, and chickens?".
Publicado na revista World Watch Magazine, o documento aborda o impacto ambiental da cadeia de produção animal destinada à alimentação, que tem relação com as mudanças climáticas. Segundo o relatório, as consequências negativas da pecuária têm sido subestimadas e são causa de, pelo menos, metade das emissões de gases do efeito estufa.
Embora o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e Agricultura, de 2006, apontasse que 18% das emissões anuais de gases são oriundos de gado bovino, búfalos, ovinos, caprinos, camelos, suínos e aves, o recente estudo de Goodland e Jeff afirma que o gado e seus subprodutos ocasionam a emissão de pelo menos 32,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que representa 51% das emissões anuais de gases do efeito estufa na atmosfera.
O estudo também chama a atenção para a devastação produzida pela pecuária. "Como agora há uma escassez global de pastagem, praticamente a única forma de se produzir carne é destruindo as florestas. A dieta de produtos animais é maior nos países em desenvolvimento, onde a floresta normalmente armazena pelo menos 200 toneladas de carbono por hectare. Quando há a substituição dessas áreas por pastagens degradadas, a tonelada de carbono armazenada é reduzida para 8 [toneladas]", explica o documento.
Amazônia Atualmente, a pecuária tem uma forte relação com o desmatamento da floresta amazônica. Em 1990, quando o rebanho bovino no Brasil era de cerca de 20 milhões cabeças de gado, o índice de devastação cumulativa da Amazônia foi de 400 mil km². Já em 2006, quando houve um aumento para mais de 70 milhões de bois no país, o desmatamento aumentou para 700 mil Km². Essa devastação é a principal causadora das emissões de gases do efeito estufa no País.
Apesar disso, de acordo com o estudo A Hora da Conta, realizado pela organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e lançado em abril deste ano, a pecuária bovina vem crescendo na região. "Contrariamente à tendência nacional, que registra uma redução absoluta de 3,83% na área de pastagem em relação a 1985, na Amazônia Legal, as pastagens estão em expansão. De 1985 para 2006, o aumento foi de 44,18%, o que evidencia quanto os investimentos em pecuária migraram para a região", diz a pesquisa.
Quase 15% da área da Amazônia Legal - 74,87 milhões de hectares - já foram incorporados à atividade agropecuária. Desses, 82,28% (61,60 milhões de hectares) são pastagens. (Amazônia Org)
Publicado na revista World Watch Magazine, o documento aborda o impacto ambiental da cadeia de produção animal destinada à alimentação, que tem relação com as mudanças climáticas. Segundo o relatório, as consequências negativas da pecuária têm sido subestimadas e são causa de, pelo menos, metade das emissões de gases do efeito estufa.
Embora o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e Agricultura, de 2006, apontasse que 18% das emissões anuais de gases são oriundos de gado bovino, búfalos, ovinos, caprinos, camelos, suínos e aves, o recente estudo de Goodland e Jeff afirma que o gado e seus subprodutos ocasionam a emissão de pelo menos 32,6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, o que representa 51% das emissões anuais de gases do efeito estufa na atmosfera.
O estudo também chama a atenção para a devastação produzida pela pecuária. "Como agora há uma escassez global de pastagem, praticamente a única forma de se produzir carne é destruindo as florestas. A dieta de produtos animais é maior nos países em desenvolvimento, onde a floresta normalmente armazena pelo menos 200 toneladas de carbono por hectare. Quando há a substituição dessas áreas por pastagens degradadas, a tonelada de carbono armazenada é reduzida para 8 [toneladas]", explica o documento.
Amazônia Atualmente, a pecuária tem uma forte relação com o desmatamento da floresta amazônica. Em 1990, quando o rebanho bovino no Brasil era de cerca de 20 milhões cabeças de gado, o índice de devastação cumulativa da Amazônia foi de 400 mil km². Já em 2006, quando houve um aumento para mais de 70 milhões de bois no país, o desmatamento aumentou para 700 mil Km². Essa devastação é a principal causadora das emissões de gases do efeito estufa no País.
Apesar disso, de acordo com o estudo A Hora da Conta, realizado pela organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e lançado em abril deste ano, a pecuária bovina vem crescendo na região. "Contrariamente à tendência nacional, que registra uma redução absoluta de 3,83% na área de pastagem em relação a 1985, na Amazônia Legal, as pastagens estão em expansão. De 1985 para 2006, o aumento foi de 44,18%, o que evidencia quanto os investimentos em pecuária migraram para a região", diz a pesquisa.
Quase 15% da área da Amazônia Legal - 74,87 milhões de hectares - já foram incorporados à atividade agropecuária. Desses, 82,28% (61,60 milhões de hectares) são pastagens. (Amazônia Org)
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