terça-feira, 27 de julho de 2010

Porto Velho é incluída no Plano de Marketing do Ministério de Turismo

Porto Velho está entre os 20 destinos indutores que receberão o Plano de Marketing dos Destinos Indutores do Turismo Regional, que será executado pela Fundação Getúlio Vagas (FGV) com financiamento do Ministério do Turismo. A inclusão da capital de Rondônia foi confirmada durante realização da reunião ordinária da Associação Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo das Capitais e Destinos Indutores (Anseditur), realizada em Goiânia (GO), no último final de semana. A apresentação do plano de marketing foi feita pelo representante da FGV, Airton Pereira.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Ministério do Turismo e a Anseditur, e chegará a todos os 65 destinos indutores até o primeiro semestre de 2011. Foram indicados quatro destinos por região, sendo que 11 são capitais. Na Região Norte, junto com Porto Velho, também foram incluídas as cidades de Belém (PA), Boa Vista (RR) e Palmas (TO). Vice-presidente da entidade para a Região Norte, o secretário municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo de Porto Velho, José Monteiro Gadelha, que participou do evento, confirmou ontem a vinda de uma equipe do Ministério do Turismo e da FGV para iniciar um trabalho de pesquisa. “Esses técnicos farão o mapeamento dos principais emissores turístico da a cidade e a pesquisa abrangerá ainda hábitos de viagem, consumo e a identificação do perfil do turista que visita Porto Velho”, disse o secretário.

Com base no levantamento será elaborado o Plano de Marketing de Porto Velho, já contendo a definição de seu posicionamento estratégico e um plano de ações. O termo de referência do projeto está em avaliação no Ministério do Turismo, última etapa para o início de sua execução, prevista para agosto. Para o secretário José Gadelha, esse é um trabalho importante porque vem de encontro ao plano executado pelo prefeito Roberto Sobrinho. “O mapeamento das potencialidades turísticas de Porto Velho, visando o planejamento das políticas para o setor, sempre esteve entre as determinações do prefeito”, lembrou.

Cadastur

No encontro também foram discutidas a Lei Geral do Turismo e o Sistema de Cadastramento de Prestadores de Serviços Turísticos e a Classificação Hoteleira (Cadastur), assuntos abordados por Ricardo Moesch, coordenador-geral do Departamento de Estruturação, Articulação Turística e Coordenação Geral de Serviços Turísticos, da Secretaria Nacional de Políticas do Turismo, da Presidência da República. “Essa lei é importante porque instituiu o Plano Nacional de Turismo. Isso significa que, a partir de sua regulamentação, o setor passa a ser tratado como política pública de estado e não de governo, tratamento que gestores e dirigentes de turismo de todo o País há muito tempo almejavam. A lei foi aprovada em 2008, mas nem todos seus dispositivos são auto aplicáveis. Existem ainda alguns itens a serem regulamentados”, explicou José Gadelha.

Outra discussão relevante ocorrida na reunião da Anseditur foi o debate sobre o Sistema de Cadastramento de Prestadores de Serviços Turísticos e a Classificação Hoteleira (Cadastur). Pelo sistema é feito o cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam na cadeia produtiva do turismo. O cadastro é feito pelo Ministério do Turismo em parceria com as instituições oficiais da área de turismo estaduais. “No encontro, foi iniciada as conversas para que os municípios também possam fazer esse cadastramento e não apenas os estados”, adiantou.

O cadastro permite a participação em eventos, feiras e ações realizados pelo Ministério do Turismo e pela Embratur, tais como o Salão do Turismo, Vai Brasil e Portal de Hospedagem. Disponibiliza também o acesso a linhas de financiamento específicas para o turismo, por meio de bancos oficiais, além da participação em programas de qualificação promovidos e apoiados pelo ministério.

Ascom

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